quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ela é a batida de um coração???


Belém, 02 de novembro de 2008

Coloquei a data por que provavelmente não postarei isso na dia, e também por servir de lembrança da expectativa que este dia (hoje às 01:20h) me causou.



Anciosa. Quero logo que o sol arranhe o céu e o toque do meu celular invada meu sonho dasarrumando meus ouvidos, não como todas as manhãs às 6:30h mas, com outro som e com alguém do outro lado querendo me acordar.
Parece um encontro de amor, e não deixa de ser. Mas talvez pelo fato de amanhã ser dia de finados, ajude um pouco a entender que encontro é este. A pessoa do outro lado me ligando e acordando no domingo ensolarado é meu irmão, o Abel.
Só para melhorar a compreensão, ele é tão irmão (apesar de não termos saído da mesma mãe, ou nos primórdios se esconder no mesmo homem) que há coisas que as vezes não conto por que ele vai "brigar". É, ele acaba descobrindo e me puxando a orelha de qualquer forma, mas triste por eu não ter contado antes. Isso já rendeu aprendizados para mim...
Pois bem, amanhã (mais tarde) ele me acordará e, topando minha idéia, vamos procurar outro cara...O Marcelo Lacerda, que deveria ter completado seus vinte e tantos anos em julho, após o dia dos namorados, mas que completou quatro anos de partida em agosto. Esse é o grande encontro. Vamos atráz de um grande amigo que nesses anos todos não sabemos em que terras foi parar.
Por que a expectativa? Primeiro para pagar uma dívida, uma dívida cruel dessa visita, dessas flores, dessas lágrimas em cima da lápide. Segundo, por que acho que só assim não imaginarei nessa minha cabeça grande, que ele está em algum interior escondido e, como no sonho aparecerá tocando a campainha de casa com sua filha no colo...Tá na hora de cair na real! ACORDAR! Nem que para isto seja necessário mais algumas horas de choro derramando alguns litros pelos olhos.
E é ele, o Abel, o meu anjo que estará comigo neste momento. Penso em um personagem, o Jefrey, que ao contar a notícia para a "irmã" nossa, de tão árido foi para o quintal fumar. Me lembro que eu quis naquele momento colocar um na boca também, parecia aliviar a dor, mas eu tive vergonha dele e do Marcelo. Acho que não ficaria tão feliz em saber que eu tinha feito isso por "culpa" dele. É. Tola.
Espero de fato bater um papo sincero com ele amanhã. Não estarei de óculos escuros nem roupas pretas como nas novelas, só as companhias necessárias para o momento. Entre nós, já nos despimos várias vezes, e apesar de toda a roupa, sabemos o que há por baixo no mais íntimo. Amigos, vai entender...
Queria sonhar com ele agora, mas acho que dormirei direto. De qualquer forma esta é só uma maneira de relembrar quem já se foi e de saudar a todas e todos que sabem de que dor e, de que encontro eu farei no dia 02 de fevereiro de 2008.

Saudações.

A vida continua...


domingo, 9 de novembro de 2008

Redação de 2003. Por Allan Maués

* Esta redação recebeu nota 10 pelo Professor Antônio Neto.


*Não foi modificada nenhuma vírgula.


* O autor deste texto se encontra hoje internado numa clínica de recuperação. O motivo: uso de drogas pesadas...interpretem vocês mesmos.





Dia de sol, foi num lugarejo chamado Caponga no Ceará que tudo aconteceu. Lugar paradisíaco, cheio de praias, dunas emuitas histórias para contar, como essa. Violeta era quase uma celebridade em Caponga e tinha um seguro de vida feito pelo seu antigo "acompanhante", que agora está morto, um seguro de 100 reais. Até aí tudo bem, se ela não fosse uma galinha.


Era provável que alguém quisesse matar a tal Violeta. E não é que ela apareceu morta nas areias de uma duna, sem o menor sinal de violência em seu corpo. A polícia logo que soube do assassinato deu início às investigações e comprovou a presença do veneno no sangue da galinha. E chegou imediatamente a dois suspeitos: a senhora Paulina Marques, que cuidava da Violeta, e um vereador conhecido como Jocob que teria dito à Paulina : "Te matar vai ser canja, Violeta".


Suspeitou-se, então, que haveria um complô entre os dois para matar a galinha, pois Paulina ficaria com o dinheiro e o vereador se vingaria por que ela havia pisado num milharal público. Os suspeitos negaram, o vereador disse que até só queria fazer um trocadilho quando disse quela frase. Ninguém tinha suspeitas sobre outra pessoa na cidade que tinha muito de semelhante com galinhas era: Tião Galinha Galináceo Penoso.


Tião parecia ser inofensivo, era pacato e tinha uma esposa. Mas uma grande revolta quanto ao seu nome e para reduzir o seu trauma tinha um grande desejo de extinguir a raça das galinhas. Foi a partir disso que armou o seu plano que tinha como pontos principais: envenenar Violeta, pois era famosa e sua morte causaria grande repercussão e achou dois bodes expiatórios: Paulina e Jacob. Tudo parecia ter dado certo.


Paulina e o vereador foram presos, o dinheiro foi para um orfanato, até que um dia encontraram o corpo da esposa de Tião, Dona Galinácea havia sido envenenada. Tião descobrirá que ela o havia traído com todos os homens da cidade, dessa vez ele não escapou e foi preso. Confessou o crime da galinha. E o vereador depois de solto resolveu fazer outro trocadilho: "Que pena, Tião Galinha parecia ser um bom homem".





Ai ai...só uma coisa dessas escondidas na minha pasta do convênio para me lembrar de tudo que passei nesse ano, nesta escola durante outros anos, e dos amigos e amigas que agora tenho guardados em mim!


Das angústias, descobertas, pressões, confusões, corujões, da minha calcinha pendurada na sala após o recreio, das brigas, rolos, fofocas, dos apelidos perdurados até hoje...tudo bem, com algumas modificações capilares!


Chorei quando li isto. E liguei para ele. Na verdade lembrei de tanta coisa...acho que as lembranças vieram mais forte por causa do cheiro que elas tinham...e que de alguma forma aquele papel guardava todos eles.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008


Estava pensando em amigos e amigas de longas datas, outr@s que são um tanto quanto recentes e tentei explicar para mim mesma o que era o amor que sinto por estas pessoas. O que significa dizer para um amigo, ou uma amiga, ou mesmo um namorado "Eu te amo"? E fui tentando me formular. Tentei me explicar então com o que representa para a minha vida, a vida desses seres que cruzaram meu caminho.


Pensando neles e nelas, me deparo que que o meu sentimento de amor é me doar de uma forma com que deixo o medo vir a tona. Sentir aquele frio na barriga. Não sei, nem tenho como saber, se um dia algumas dessas pessoinhas irão me decepecionar, como umas e outros assim já fizeram. Mas me lembrei do Marcelo, meu amigo, meu "brother" que se foi tão bruscamente mas que me deixou uma grande lição "não tenhas vergonha de amar!" Ele falou assim, desse jeitinho mesmo pra mim.

Com um sorriso saudoso me lembro agora deste dia, ele havia pegado a minha agenda pra lê! Sim, ele me atentava muuuuito! Mas não sabia por que, não sentia tanta vergonha de deixar ele lê os meus mais profundos sentimentos por um rapaz que nem notava direito que eu existia, com meus 14 anos! =)

E ele, com seus 1,90m de altura segurou minha agenda no alto...e eu lá, pulando e gritando... "Marcelo!!! Pára! Me dá minha agenda! Não lê! Pára! isso é só meu! Eu tenho vergonha! Pára!". Sim, eu já ensaiava meu coraçãozinho de pedra. As coisas aconteceram cedo na vida (algumas delas).

E foi ali que eu comecei a pensar, não só apenas no que eu sentia pelo rapaz que nem me notava (MDA- menino do açaí) mas o que eu sentia pelos amigos, amigas, pessoas que não eram da família de sangue,mas que tinha uma importância tremenda na minha formação, nas minhas descobertas, e o quanto era difícil falar. Era vergonhoso dizer que amava, e ele nos seus 18 anos me falava que isso não era necessário...e ponto. Final.

Quando ele se foi, aminha maior pergunta era: será que ele sabia que eu o amava? Será que ele sabia o que significava para mim?

Hoje eu me pergunto apenas de praxe, por que sei que ele na sua sensibilidade e sabedoria (incrível) soube sim, e sabe que o amo, e o quanto me faz falta. E aprendi a lição! Hoje quando sinto o mesmo friozinho na barriga, vou lá e falo. Se tenho medo? Sim, tenho. Mas se não tivesse, qual seria a graça? Essa para mim é a graça do amor. É você se arriscar, sabendo que as coisas podem acontecer de novo, mas as pessoas que você ama, você amará, e ponto final.


Continuo amando os ex namorados! Igual? Não! talvez eles não me amem e nem entendam o meu amor sentido hoje, mas o risco é quase o mesmo. Estão felizes, isso me deixa feliz! Sabem que qualquer coisa é só "gritar", e por mais que não sejamos tão próximos, que não nos beijemos na boca, ou que passemos anos sem nos ver (por opção), isso não afeta.

Continuo amando o que de mim se afastou de forma tão cruel. Digo mais cruel pelo fato de ainda estar em vida. Sim, quando ele vier "preciso conversar; me desculpas...?" eu tranquilamente estarei para ouvir tudo sem dizer "bem feito!" Não falo com demagogia, é o tal do risco, de alguma forma, aprendi isso com ele também.


Aí tenhos essas amigas e esses amigos. Para alguns eu já falei, e falo e repito, as vezes só escrevo e dou três pontinhos...Outros ainda estou a descobrir. Não é assim também né? Tenho que ter firmeza no salto que darei, por mais que não saiba muito onde irei cair, ou se irei cair. Tenho feito ensaios, e por enquanto estou indo bem.

E voltando ao meu mestrinho, fico feliz dele ter plantado essa sementinha em mim. Uma pena não ter visto crescer. Esse ano fez 4 anos de sua ida...mas ainda não me despedi. É, ele não viu minhas vitórias, minhas derrotas e o quanto de profundidade teve para a minha vida a vida dele, o que me falava, as músicas que me fez ouvir...isso ele não viu.

Um trecho da música que ele colocava no meu sonzinho, dublando Elis. E que quando recebemos a nótícia vimos que a letra tem muito de tudo nosso, dele...êee saudade...



Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Sas coisas que aprendi Nos discos...

Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar

Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...

Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...

Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz...


Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Com uma nova invenção

Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
O cheiro da nova estação

Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...

Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...
...

Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...

Elis Regina.
(Como nossos pais)

domingo, 5 de outubro de 2008


Durante esses anos todos imagino tua vida sendo minha

Não sei se teria a mesma força...

Agora escovando os dentes e me olhando no espelho, me vejo tão um tanto de ti

Sinto vontade de ir te abraçar na despedida de "boa noite"

Mas na distância entre eu e você, há um abismo

Até sinto vontade de arriscar um salto

Mas não quero correr o risco de cair novamente.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Desculpe o transtorno...estou em construção



Peguei essa frase de um orkut de uma amiga minha, e como uma adolescente me identifiquei. Talvez seja pelos dias que atormentam as mulheres todos os meses...não, não é na menstruação, é antes!



Entendam, há momentos em que não queremos (e é o menos aconselhável) que nos passem a mão na cabeça "calma, calma...pshiii...calma..."! Quanto mais ouvimos isso, mais no deixa irritada! Queremos brigar! Queremos gritar! Há tantas coisas que acontecem durante o dia...você está indo para a parada de ônibus para pegar o tal coletivo sardinha, e bem na hora de você atravessar...Fecha o sinal! E adivinha? Aquele que é o seu ônibus, que demora quase uma hora para passar, passa bem na sua frente com um lugar na cadeira alta, e na janela!!!Para completar...passa outro correndo, só para não pegar o sinal fechado...!



È...!Como se não bastasse a fumaça do dia-a-dia no rosto, temos o delicioso cheiro do óleo da batata frita, hummm...que delícia! Mas ela nunca incomodou tanto, hoje te dá enjôo! Tudo bem, lá vem seu ônibus!



"Ahhhh! Chegarei em casa, tomarei um bom banho e comerei um cuscuz que deve estar lindo e amarelo na mesa...depois vou lê meus emails, e adiantar o TCC..." seria perfeito! Mas não...ao chegar em casa o que temos? VISITAAAAAAAAAA!!! Me lembrei agora da Marta Medeiros quando ela fala das surpresas...realmente, essas não são das melhores!



Sorri para todo mundo, afinal, sua TPM não tem nada relacionado com ninguém...COMO NÃO TEM? CLARO QUE TEM!!!! Por que justo nesses dias é que resolvem aparecer? Sim, estou com saudades mas...não poderia ser outro dia? Ah, ainda tem mais...a internet não tá pegando, não tem cuscuz, e seu computador está ocupado por alguma das irmãs...aí o que você faz?




Vai fazer uma ligação, ouvir uma voz legal ... Aquela que te deixaria feliz por um minuto ao menos, alguém que não falas há tempos, que tens saudade...Compra cartão, sai ás 22h na rua com a lua vigiando, e lindamente parece que ta te debochando...ops! Atenderam! "Ahhh que bom! Consegui!!CONSEGUIII!!!" Mas aí, do outro lado uma voz..."Ah, não posso atender agora..." E claro, você não vai gastar ali todo o cartão! Fala que tá tudo bem, que se falam depois, beijinhos e tchau!



Ô maravilha...e não tem nada, nada relacionado com as pessoas é? Ta bom!



Vais dormir? Deitarás a cabeça no travesseiro com uma puta sensação de improdutividade! Respira fundo, na verdade BUFA de raiva! Bate na cama...droga! Não tem ninguém pra brigar! Pega o urso que ainda dorme (com todo orgulho) desde os dez anos de idade, abraça forte... é...ele não tem nada com isso!



Lerá um livro? Nada do TCC, um livro destraído, que te faça refletir, rir, se sentir melhor...mas que não seja um livro de piadas do Costinha... não dá...já ta "tarde" e o povo todo que dorme no seu quarto, quer dormir...ou seja, as luzes se apagam e você tem que dormir!






...Jurarás que no outro dia, quando acontecer de novo, por que vai acontecer, irás para a varanda, só com fumaças, flores, natureza, e ela liiinda te olhando, agora sorrindo feliz por você, não debochando, e você vai gargalhar com ela, feliz também.



Boa noite.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Enjôos


Retirado!

Charada


Te procuro

Me escondo

Me procuras

Te escondo


Que coisinha mais sem gracinha...

Desencontros mentais


Retirado...
Tava enjoando demais...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Essa tal de amizade


Eram amigos. Conversavem sobre várias coisas, coisas que outras pessoas nem imaginavam que eles conversavam. Durante um pouco mais de um ano esperavam contatos raros de 3º grau para trocarem carinhos.

O respeito sem pudor era algo existente e forte. Quando se viam esperavam a noite cair, depois de muitas tarefas, contavam estrelas, contavam segredos se já não e contavam os beijos.

Um belo dia chega ao fim a amizade colorida, com o acordo de que apenas as colorações terminariam. Foi um belo momento. Um contribui com para o outro para que pudessem se conhecer foram beijos carinhosos, brincadeiras desbravantes sem tristezas por esse fim.

Passa o tempo, um se afasta e se dedica a outros fatos. A outra observa feliz a mudança. Também mudara, mas não pensava que esss caminhos poderiam um dia fazer que hoje nem se falem, nem se tratem.

Ela ainda o observa feliz, apesar da distância sabe que no fundo, ele não mudou. Não consegue ainda entender como aconteceu, em que momento, e o por que do silêncio. Ela só queria rir, contar suas piadas, rir de outras piadas, da um beijo carinhoso na testa, um abraço e um bom dia.
É pedir demais?

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Baseados em fato real


Passo na estrada. E pela janela com algumas toalhas me transporto para fora. Vejo-me num quadro, mergulho nele. As cores são verde e amarelo claro, das arvores, morros e folhas secas no chão.


Vou correndo embebida nas tintas, elas não me sujam. Pulo de morro em morro, com um sorriso atravessando o rosto. Não caio, faço parte agora dessa paisagem. Muda de cor, agora tem o azul do céu, e o branco das nuvens. Rolo cambalhota na ladeira abaixo, numa curva pego um guarda-chuva.


Volto para cima, agora me balanço nos galhos. Pego um pouco da tinta da outra árvore e pinto o céu, bem alto. Escrevo meu nome, Linnesh. Estava lá, de lilás! Uma nuvem me deixa devagar ate o solo, como em todo movimento, passo pela pintura que se molda a mim, me fazendo parte de todo o pedaço.


Sinto o vento no rosto, e ele não me modifica, só o sinto e saio correndo de olhos fechados e braços abertos... minhas mãos experimentam o frio das tintas. Sinto uma enorme liberdade. Quando saltava com a ponta dos pés, meu nariz tocava o céu. Passo entre arvores sem me machucar, ou elas saírem do lugar.


Vou parando de correr, abro os olhos, o sorriso continua no rosto. A tinta já secou e eu sou apenas peça móvel do quadro. Ao chegar na pista que passa, fecho os olhos e caminho de volta ao ônibus. Na janela, durmo. Durmo. Durmo. Foi a melhor sensação de liberdade que já senti.


“Stand by me, nobody knows...”

domingo, 3 de agosto de 2008



A noite está caindo

E o céu está castanho

Da cor dos olhos teus

Durmo com o canto da lua

E o piscar das estrelas

Enrolo-me em teus braços

Mas são apenas lençóis...

Num sono pesado, num sonho tranqüilo

Me pergunto, te pergunto:

Por que não vens me ninar?

sábado, 2 de agosto de 2008

Mal dito, o conselho


Desde o início eu já sabia que ia dar errado. Mas sempre há aquelas pessoas que te querem vê no fundo:
-Vai lá, toma iniciativa! Pára com esse pessismismo, vai da certo sim!
E eu, pagando pra vê, fui atráz de tal moça que em tempos de escola vivíamos uma paixão platônica, um pelo outro. Talvez o verbo não tivesse que ser conjugado na terceira pessoa, pois eu, ainda vivo apaixonado, ela já não sei... E ái é que está a questão: tinha como conjugar esse verbo na terceira pessoa entre nós? Tudo indicava que não!
Helena voltara a me ligar, depois de anos apenas nos encontrando em festas de amigos em comum. Sim, a gente manteve contato. Mas nessa ligação, ela me disse coisas que me fez florescer o estômago... Não. Não fui ao banheiro. Me contara que estava disposta a tentar o que no colégio não tentamos, ficar juntos. Disse que não me esqueceu e que queria ir ao cinema, dessa vez, só nós dois.
Numa tarde quando o sol já se ia, onde já podia vê as estrelas, onde a lua já se desenhava em traços finos no céu, saimos de mãos dadas. Nos beijamos. Um beijo longo, com desejo, que em outras épocas seria calmo, confuso, com medo. Como se fosse um eclipse, onde a lua e o sol esperam anos para se alinharem e quando o último raio de luz some, num limiar devagar e paciente, finalmente a gente que olhava maravilhado o fenômeno fica num estado de êcstase dizendo com um sorriso largo no rosto:
-Que lindo! Aconteceu!
Assim foi esse o beijo. Ela colocou suas mãos no meu pescoço, enquanto combinavamos na boca, ela fazia carinho em minha nuca. Se entregando de uma forma que eu pensei:
-Que linda! Aconteceu.
Depois desse fato tive a certeza: não vai dar certo. Passamos meses com juras de amor. Vivi o mais felizes meses da miha vida, com viajens, fotos que nos registrava, e tudo o que um casal feliz tem direito.
Mas como todo carnaval tem seu fim (odeio carnavais....”carnaval, carnaval, ô carnaval, eu fico triste, quando chega o carnaval...”), ela entrou em crise! Queria fazer mestrado, viajar, se dedicar à sua vida de historiadora, respirar outros ares. E eu, estava bem aqui. Já tinha o meu estúdio onde guardava, pelo meu trabalho, fotos de momentos tristes e alegres (?) de casais, famílias, animais, prédios, plantas e alguns objetos. Não queria, nem estava disposto a viajar.
É. Ela se foi. Eu fiquei. Fiquei mal, fiquei péssimo!Quero matar aquele que me aconselhou...”vai la, vai la...” MALDITO! Mal dito mesmo! Ela se foi, não pude evitar. Me mandou um email depois de dois meses dizendo que respirava outros ares e beijava outra boca. Me pediu desculpas e disse que continuávamos amigos...e ela sabe se eu quero?
Hoje aqui com meu cigarro, olheiras e uma blusa preta rasgada, rasgo suas cartas, transformo nosss fotos, desconfiguro seu rosto jurando que na próxima (?) eu acredito mais em mim. Na verdade, desde o início eu já sabia que não ia dar certo. É um dom dos pessimistas...é um medo dos pessimistas.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

A carta

- Só um milagre para salvá-la...
-Tá bom! Onde compra?


Ainda bem que não se compra minha cara... Na verdade nem sei se isso existe (?) mais.
E hoje foi assim. Ligações assustadas, preocupadas, lágrimas na garganta prestes a sair por algum lugar. A vontade que tinha era correr para te dar um abraço! Chorar junto contigo, mas só tu poderias vê, mais ninguém. Eu não choro, lembras?
Mas acho que foi o meu medo que ganhou. Medo da minha dívida com outra lápide que passam anos e não vou la, e acredite, assim é pior. Sempre achas que a droga do fato não aconteceu e que daqui há uns meses te baterá na porta novamente.
Lembrei daquele que nem conheci, e rebuliço fez na minha vida... Por que não insisti né? Poderia...

E claro, as duas eram branquinhas, com cabelinhos grisalhos, sorrisos singelos que a gente não sabe por que, mas sempre confortava né? E as mentirinhas em épocas de férias...
-Não vó, vou só vê os primos jogarem bola...
Mal ela sabia que estava toda pronta com o meu maiô, tudo articulado... Ia pra maré, e nesse dia, como ainda não sabia nadar quase morro (mas feliz) com a canoa no meio do mar. Chegando em casa, jurei para mim mesma que nunca mais faria isso (aprendi a mentir pra mim mesma).

E quando batia aquela tarde ensolarada, e eu na rua, brincando de queimada e empinando pipa, o céu azul azul, como os olhos dela...da tua, chegava em casa com o suco preparado uma bela tapioca com manteiga do sertão!
A minha ficou por lá, foram quase 10 anos sem vê-la, quase 10 anos assim, vivendo no mundo dela, só dela. Já não me fazia o suco de
maracujá QUE SÓ ELA FAZ IGUAL, fazia igual...
E quando ia na minha casa, brincava comigo de soletrar...a lindinha não tinha os estudos completos, mas sentava no chão comigo, pegava meus livros e me mostrava as letras que formavam seu nome. E bem devagarzinho sussurrava:
N-O-Ê-M-I-A!

Eu me perguntava: "por que a vovó soletra assim baixinho?" E depois ela vinha no meu caderno, e escrevia, com uns garranchinhos! Eu achava lindo, me sentia bem, era a única pessoa que eu sentia mais próxima, afinal, ensaiava meus manuscritos (heheh) e a letra não era das melhores (como ainda não é), e não poderia ouvir dela : "que garrancho Linnesh!" A dela era igual. Lembro ainda hoje do alívio que tive.
Aí a noticia: "nos mudaremos em 15 dias! falarás chiado agora!"
Fiquei feliz, mas não sabia naquela idade o que significava de fato, pensava que todo mês poderia voltar a minha terra Natal e dar um beijo em quem quisesse. Chamar minha amigas na rua e brincar de espíritos no copo... Mas os anos foram passando né?
É... Ao passar dos anos ela não me ouvia mais no telefone, por mais que eu gritasse: "Oi
voziiinha???" E com o passar dos anos ela nem lembrava mais de mim...já tava grandinha, já entendia e não sentia raiva dela. E foi no telefone que recebi sua notícia...
As lágrimas que aqui caem agora, e a renite que começa a perturbar me fazem lembrar do que senti...angústia! Angústia... Uma saudade que jamais matarei... Uma vontade que jamais terei como realizar, dá um beijo na sua testa, segurar as mãos com a pele já seca, e passar a mão no seu rostinho que dormiiiiiia...profundo, seguro, tranqüilo. Isso não se compra... Não tem como comprar, e ainda bem que não, o mundo estaria perdido! Não tem valor!
Acho que isso tudo me cutucou hoje. Mas eu, como sempre, não choro! -A Fria! =)

Espero que teus dias melhorem, fiquem mais azuis daqui por diante, vivestes um processo que é doloroso, mas que poucos podem! Agradece, não sei a quem, mas agradece! E eu te agradeço por me fazer sentir bem ao te fazer bem nesse dia que foi tão escuro para ti. Mas acredite, não senti a mesma dor que a tua, só você sabe, mas chorei contigo, mesmo não estando lá...
Chore! Caia! Ria! Grite! Sofra! Acorda! Viva!

segunda-feira, 7 de julho de 2008


Sinto- me enjoada, tonta

Só quero tirar isso de mim

Não, não é ruim.

Não é feio.

É belo.

Faria sorrir...

Mas não tem como

Estás lá e eu cá.



Já entrastes em contato

Por que não voltas?

Tenho muito a te falar

Das coisas que descobri

Sobre mim,

Com a ajuda de tua pessoa.

Vamos conversar?


sábado, 5 de julho de 2008


Ai! Já chega! Vou dormir!

Corpo dói,

Olhos ardem

Cama chama

Algo não deixa.



"Eu to doidão, tô doidão, bixo eu tô doidão..."

Linnesh aperta a torneira! Linnesh guarda as panelas! Linnesh apaga as lâmpadas! Linnesh coloca um sorvete! Meu bem, me da um beijo! Linnesh desliga a TV! Linnesh vem dormir! Linnesh liga a bomba! (só não a minha) Linnesh... Linnesh! Ahhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! "Obrigado por assistir mais uma programação do SBT" -Que se foda! Ai Marcelo...além das saudades, o que é pior...é vontade de estar aonde estás...contigo, a ler meu diário...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Psedónimo B.L.


Depois da noite longa, regada à bebidas e cigarros em geral, o que lhe provocou uma bela dor de cabeça, acordou às 11:00h com o sol e o calor no quarto. Não. não tinha ventilador. Relembrou dos ultimos tempos e e estava cansada de bater sempre na mesma tecla, sem saber em que rima ia dar, ou se ia dar em rima.

Foi tomar banho. Apenas de toalha se olhou no espelho e acendeu mais um cigarro. De olhos fechados soltou a fumaça do primeiro trago. Mas essa fumaça tinha algo de diferente, nela saiu as angústias e a dúvida do que ia fazer. Estava tão acostumada a teimar quase todas as noites com a mesma letra, mas não dava em briga, nunca deu, nunca deu além de frases soltas, legais...mas só frases.

Terminou o cigarro, vestiu um camisetão e foi para sua janela. Na árvore em frente havia um ninho com uma passarinha a esquentar os pequenos passarinhos. Pensou na liberdade dessa passarinha, definitavamente não queria ser uma. Do que adianta poder voar sem limites mas se limitar a voltar todas as vezes para o mesmo ninho?
Sim, ela já havia viajado. Para onde o verde é mais verde e mais belo, onde as cores falam e os pensamentos andam, e nem precisou sair do mesmo lugar, foi a melhor das viajens. Dessa vez se imaginou ao avesso. Depois de tanta fumaça, se percebeu dona de sua propria rima, queria outras letras do alfabeto, não sentia mais medo.

E lá está ela. Com outras letras, mas ainda usando a antiga. E lá está ela, fazendo sua própria rima, se sentindo mais segura, mais dona de seu nariz, e o mais importante: mandando pro lixo todos os versos que ouça, ou leia, que não a agrade, mandando pro lixo qualquer conto que ela não se conte, e com muito vocabulário.

Já não tenho coração para aguentar os sentimentos que a vida traz. Não tenho mais o pulmão para respirar impurezas do dia-a-dia. Não tenho mais forças para transferir o peso de um ponto a outro me fazendo caminhar.

Mas o que me mantém viva? 65 anos se passaram. Minha voz não émais escutada, meus gestos já não são os mesmos e nem esperados como há 36 anos atráz.


As vezes me pergunto em que parte deixei a douçura? Será que a artrite e artrose já a comeram também?

Olho para a fortaleza que construí, com vários braços, pernas, almas e corações. Continuo aqui. Mas os anjos não cantam mais, não há mais o barulho infernal da rádio comunitária a perturbar o dia inteiro. Sinto falta.

Minhas crias...ah minhas crias! Que saudades de vocês!


Talvez por isso eu continue aqui, parada no tempo que eu mesma desativei. Tentem me entender...já não aguentava mais estar sem sentimentos, sem pulmões e pernas para andar.
Sei que os anos não foram dos melhores, mas fiz o máximo de mim...até querer desligar esse relógio.


Vivam! Sintam! Chorem! Sofram!Sorriam! Sempre.


Por que estou por aqui a ser escrava de mim mesma?É o que me mantém viva?

Não! Que tola sou eu. Tinhas razão. Tola!

Agora que já entendo tudo, vagarei por aí a procura da parte de mim que deixei esquecida em algum lugar da minha história, em alguma década, em alguma viajem.


Vivam!Chorem! Riam! Gargalhem! Caiam! Levantem!

Vivam!

Sempre.


Obrigada.

O que fazer?


Já cansada de rodopiar pela casa, ela perguntou pra Deus:


-Meu Deus, como faço para dormir? Estou com insônia...


E ele pragmaticamente respondeu:


-Tentando dormir!

-Quero ir embora!


Pensou a garotinha...

Ela estava na festa de família e nunca pensou que iria sentir isso tão forte. Se percebia uma idiota, pequenino pássaro querendo acertar seus vôos. Mas não, ninguém no seu prórpio ninho percebia todo seu esforço. E nesse jantar, que já não tinha minhocas, apenas algumas lesmas, sentiu-se a mais ridícula, e decidiu não repetir a cena.

A vontade que tem é de arrancar suas proprías penas, que foram ganhas com a maturidade. Sentia-se com vergonha delas...como pode?

Na verdade não queria que tudo acontecesse, tentou mudar, em vão.

Não via a hora de ir embora. E sai encenando mais uma vez. Carinhos nas costas ao se despedir com abraços, e dizendo:


- Estou bem sim! Fique tranquila que me cuidarei. Relaxa que tá tudo bem


Nossa! Poderia ganhar o Oscar!

Mas entrou no carro e voltou ao ninho real.
Ai ai...quando serei dona de minha vida...?
Tudo bem, eu como mais um brigadeiro.

Gosto desse seu jeito

Distraído mas sabendo o que faz

Principalmente nas noites escuras

Comigo debaixo do lençol.




terça-feira, 1 de julho de 2008


Terra! Para onde levastes meu amigo?
Vermes! Onde foram parar aqueles olhos?
Sonhos! Aonde o escondestes?
Momentos! Por que o tirastes?
Tempo! Por que acabastes?
Vida! Por que começastes?
Saudades! Por que viestes?
Amor! Por que permaneces?
Dor! Por que não vais?
Reencontro! Por que não chegas?
Palavras! Por que não acabas?
Lágrimas...por que jorras?
...

Em memória de Marcelo Lacerda.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Strip-Tease


Strip-Tease

Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.

Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.

Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".

Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."

Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".

Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".

Por fim, a última peça caía, deixando-a nua
"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".

E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.



Marta Medeiros.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ai se sesse...

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

Tentei, fui e consegui!

Passou, mas relembrar tudo que ouvi dele foi realmente inevitável! Égua, eu tava sempre lá, e mesmo quando tudo caminhava em direção ao erro: "não! vc ainda não tentou! vai lá!", e no final ouvir que um esforço de 4anos não valeria de nada. Nossa!

Mas eu tentei, fui e consegui! Covardia nunca foi um forte meu, tampouco ficar a mercê da inércia. Ainda queria entender como tudo aquilo foi acontecer, mas uma conversa com explicações não mudaria em nada a dor. Mesmo por que eu não saberia explicar e nem o que fazer com possíveis explicações.

Deixa assim...na medida da cachaça eu vou andando muito bem! E feliz pela recompensa de 4 looooooooongos anos!


...eu só errei quando juntei minh’alma a tua

O sol não pode viver perto da lua!” (Flor e Espinho, Paulinho Moska)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ai, menina....


Menina amanhã de manhã quando a gente acordar quero te dizer que a felicidade vai desabar sobre os homens...


Menina, ela mete medo! Menina ela fecha a roda! Menina não tem saída: de cima, de banda ou de lado!

Menina olhe pra frente! Menina, todo cuidado! Não queira dormir no ponto! Segure o jogo, atenção de manhã!

[...]

Passatempo


E chovia na cidade de Belém. O que é bem natural na terra onde vive.
Estava atrasada, palestra importante para dar.
Resolve fumar um cigarro, joga conversas fora, junto com desabafos de uma amiga.

Tem que ir embora, reclama da chuva, e ela passa.
Mais a frente, encontra um Doctor da sua vida.
Abraços e beijinhos e carinhos... mas com fim... tem que ir ao banheiro, e vai.

Ao sair, não o vê mais...seu pedido de espera foi em vão? Resolve seguir em frente.
Estava atrasada.

Logo toca o celular, era o Doctor...
-Onde estás?
-Estou aqui na frente te esperando...
Volta para reencontrá-lo.
Mais abraços saudosos e brincadeiras infantis de seus tempos.

Aguniada por causa do tempo, reclamando por causa dos contratempos...

E em frações de segundos se depara com a figura, passa rápido. Um "Oi" e só.

Tudo bem, não há nada, mas é interessante.

É estranho, mas é interessante.
Segue em frente, se despediu.

Algo faz olhar para traz...

Surpresa!

Na verdade não queria fumar, so andar mais um pouco.
Estava atrasada, mas sorria ao tragar o cigarro.

Coisas estranhas.
Nada parecido com o que parece.
Coisas estranhas.

terça-feira, 17 de junho de 2008



Achei outra pétala para a minha flôr
De diferente tamanho
De diferente cor
De diferente textura
Diferente.
E como boas pétalas hermanas
Choramos o mesmo orvalho
Sentimos os mesmos espinhos
E como boa flôr
Sorrimos a cada sol
Morremos a cada perda
Por irmos em outros caminhos.